Dia do farmacêutico: perigos da automedicação - KinesioSport

Dia do farmacêutico: perigos da automedicação

Em 20 de janeiro é comemorado o Dia do Farmacêutico, uma profissão tão importante na sociedade. Considerando a atual crise sanitária mundial, decorrente da pandemia do coronavírus, escolhemos essa data para falar sobre os perigos da automedicação. 

Atualmente, muito se ouve falar sobre remédios para diminuir os sintomas do coronavírus. No entanto, essas medicações não têm nenhuma eficácia comprovada, e ingerir qualquer substância sem indicação médica pode acarretar problemas. De acordo com o Ministério da Saúde a automedicação, muitas vezes, é vista como uma solução para o alívio imediato de alguns sintomas, mas pode trazer consequências mais graves do que se imagina.

“O uso de medicamentos de forma incorreta pode acarretar o agravamento de uma doença, uma vez que sua utilização inadequada pode esconder determinados sintomas. Se o remédio for antibiótico, a atenção deve ser sempre redobrada, pois o uso abusivo destes produtos pode facilitar o aumento da resistência de micro-organismos, o que compromete a eficácia dos tratamentos”, alerta o órgão. Entre os riscos mais frequentes da automedicação para a saúde estão o perigo de intoxicação e a resistência aos remédios.

Todo medicamento possui riscos, que são os chamados efeitos colaterais. Dependendo da dose ingerida podem, inclusive, causar intoxicações. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) calcula que 18% das mortes por envenenamento no Brasil podem ser atribuídas à automedicação. Ainda segundo o órgão, 23% dos casos de intoxicação infantil estão ligados à ingestão acidental de medicamentos armazenados em casa de forma incorreta. Os analgésicos, antitérmicos e anti-inflamatórios estão entre os que mais intoxicam.

Covid-19 e automedicação

O coordenador do Curso Técnico em Farmácia da Escola de Educação Permanente (EEP) de São Paulo, Jessé Eduardo Bispo, afirma que é comum pacientes relatarem o consumo de medicamentos por conta própria. A justificativa geralmente é o alívio de dores de cabeça, tosses, febres, dores no estômago ou outros sintomas corriqueiros.

“Portanto, sempre deixamos claro aos pacientes que os medicamentos para tosse, resfriado e outras patologias frequentes não são inofensivos e que deve-se evitar utilizá-los sem prescrição médica. Esses medicamentos podem até melhorar os sintomas, mas ocasionam efeitos colaterais. Em doses excessivas ou sem a orientação adequada, podem prejudicar o tratamento, induzindo a complicações indesejáveis e irreversíveis”, ressalta.

O Ministério da Saúde reconhece que a variedade de produtos fabricados pela indústria farmacêutica e a facilidade de comercialização dos remédios contribuem para a automedicação. No entanto, é preciso compreender os perigos da automedicação. Não é à toa que os profissionais da saúde estudam anos e estão sempre se atualizando: é preciso entender do assunto antes de prescrever um remédio.

Por isso, a orientação é sempre procurar um profissional qualificado para nos orientar sobre o que tomar e qual a dose adequada, de acordo com os sintomas e condição física. Nos automedicando só prejudicamos a nossa saúde e a nossa imunidade, algo que é tão importante, principalmente durante a pandemia do coronavírus. Vamos repensar nossos hábitos e procurar aqueles que realmente entendem de saúde antes de nos medicarmos!