O impacto da alimentação na saúde mental  - KinesioSport

O impacto da alimentação na saúde mental 

Nunca se falou tanto em saúde mental como desde que a pandemia começou. A perda de pessoas próximas para o vírus, a mudança de rotina e o isolamento mexeram com o nosso emocional. Além disso, também há outra questão, talvez não muito conhecida: a relação existente entre alimentação e saúde mental.

Assunto é recente

Essa discussão é levantada pelo nutrólogo Dan Waitzberg e a nutricionista Natália Lopes, em artigo recente. Dados levantados pela Revista Saúde mostram que nos Estados Unidos, antes da pandemia, observavam-se sintomas de ansiedade em 8,1% da população e sintomas de transtorno depressivo em 6,5%. Esses números saltaram para 37% e 30%, respectivamente, no final de 2020.  

Já no Brasil, após os primeiros meses dessa crise sanitária, a prevalência de depressão e ansiedade chegou a 61% e 44%, respectivamente. 

E infelizmente ainda hoje há quem negligencie a saúde mental dizendo que é “bobagem” ou “coisa de louco” fazer terapia. Com a pandemia, os fatores para procurar ajuda só aumentaram, como por exemplo, o trabalho excessivo e a qualquer hora com o home office, o medo de contrair o vírus e, ainda, a incerteza sobre as questões financeiras. 

A influência da microbiota 

De acordo com os profissionais, o eixo intestino-cérebro pode ter grande importância causal para ansiedade e depressão. Com isso, o uso de probióticos, que são bactérias capazes de melhorar a saúde intestinal, teria o poder de minimizar os sintomas psíquicos. 

Waitzberg e Natália questionam: se a microbiota intestinal é capaz de influenciar a saúde mental, então todos os alimentos que a modificam poderiam também ter esse papel? A ciência indica que sim. 

Hábitos de vida são importantes para a saúde mental

Diversos estudos que avaliam os hábitos de vida e a alimentação de indivíduos em diferentes partes do mundo têm observado que um padrão alimentar saudável, caracterizado pelo consumo adequado de frutas e vegetais, grãos integrais, fontes de proteína magra, oleaginosas, além de baixa ingestão de açúcares adicionados, por exemplo, pode reduzir o risco de transtornos de ansiedade.  

Em contrapartida, uma dieta de estilo ocidental, caracterizada pela forte presença de alimentos doces e gordurosos, grãos refinados, itens fritos e processados, carne vermelha, laticínios com alto teor de gordura, além de baixa ingestão de frutas e vegetais, está associada a um maior risco de ansiedade.  

No entanto, os cientistas ainda não chegaram a um consenso sobre o que vem primeiro nessa história. Ao mesmo tempo em que a alimentação desequilibrada favorece o surgimento de sintomas de ansiedade e depressão, observa-se que pessoas com transtornos mentais geralmente fazem escolhas alimentares ruins.  

Por isso, é muito importante ter acompanhamento nutricional com especialistas e manter uma alimentação saudável no dia a dia. Comer não é só sobre ingerir calorias ou nutrientes, a alimentação e a saúde mental estão mais relacionadas do que podemos pensar. Aquilo que comemos tem o poder de modificar o nosso corpo tanto física quanto emocionalmente. E você, tem feito boas escolhas alimentares no dia a dia?